"Anotação n- 4"

22 de julho de 2010

Projetos para o blog:

a) Criar uma ou duas colunas sobre assuntos especificos, ainda estou matutando sobre isso.

b) Trocar o layout. Já cansei desse.

c) Convidar mais escritores ativos.

d) O que surgir.

Sugestões são sempre bem vindas.

Surdo.

1 de julho de 2010

É porque gosto de ouvir o impronunciável. Tudo aquilo que as pessoas querem dizer, mas por algum motivo acabam censurando. Deve ser pela minha falta de censura, e o costume acaba se tornando a minha normalidade mal vista por alguns. Então se é para ser dito, que seja, que desça garganta abaixo daqueles surdos por opção e  dilacere os olhares dos incrédulos falsos subjetivistas que sempre soltam um sisudo "talvez" para fugir das escolhas.
Não quero que o impronunciável seja uma obrigação. Assim como o pai não é obrigado a ensinar ao filho o porquê de ser errado meter o dedo no interruptor da tomada, basta dizer que não pode e sua autoridade de pai se mostrará suficiente. O filho obedecerá naquele instante em que os olhos do pai o mantêm inerte. Mas para o filho, que não sabe ainda a importância da explicação impronunciada pelo pai, a única coisa válida é a curiosidade de saber porque o pai tinha advertido-o com tanta rispidez. Não custava ao pai dar explicações ao filho, foi uma escolha sua, uma censura vinda da sua própria infância quando o seu pai, avô desta criança, fizera o mesmo com ele. A dificuldade de romper essa linha de raciocínio não deve se tornar uma obrigação, e sim uma evolução natural que vestirá o nosso corpo com perfeição.
Gosto do impronunciável porque me faz pensar. Me faz questionar o porque do por que. E se nada disso faz sentido, aceite, sem questionar, o fato de que gostamos de ouvir frases prontas e que não estamos preparados para ouvir novas idéias. A surdez se faz presente apenas para filtrar o que não nos é agradável aos ouvidos. Uma surdez psicológica que tem como inimigo, as críticas mais ácidas das nossas escolhas. É disso que se trata o impronunciável, palavras ácidas demais para serem digeridas com leveza e tranquilidade. Palavras tão indigestas que até para serem pronunciadas, dói o âmago como se estivéssemos dando uma rosa para uma pessoa querida, segurando a dor de ter os espinhos na própria mão.
Aqueles que permanecem surdos por muito tempo, acabam esquecendo como falar de verdade sobre a verdade. Acabam perdendo o tato das palavras e deixam ser manipulados facilmente. Para que haja o grito ele tem de ser ouvido.

O Lapso

Uma Pedra

21 de junho de 2010

Dificuldade sempre existirá para aqueles que não desistem. A primeira pedra na verdade é apenas uma pedra, e se formos contá-las é melhor deixar os dedos em alerta e a mente fresca para não perder a conta. Para os que já dão o primeiro passo pensando que uma dessas pedras não existe e que basta um pulinho despretensioso, como aqueles que nós damos quando jogamos amarelinha, e “voilà” tudo se resolve num passe de mágica é quase esperar que um milagre aconteça, fantasiosamente.
Sonhos a parte, e aqui gostaria de enriquecer o leitor de otimismo, não podemos carregar todas as pedras passadas e de fato nem devemos pensar que é possível. O caminho é que deve se tornar um mapa cheio de atalhos. Pra que tudo isso? Para dizer que aprender a lidar com problemas e dificuldades do nosso cotidiano só nos traz benefícios. Para dizer que criar o seu próprio caminho significa conhecer seus atalhos e aprender a ser leve.
Há duas maneiras de passar por uma pedra. A primeira, particularmente a que eu sou mais adepto, é tirando ela do caminho para que no futuro não haja riscos de você ser atropelado pela mesma pedra por descuido. A segunda maneira, e geralmente mais aceita pelos malandros, é dar um jeitinho de desviar. O que eles não sabem é que quando se desvia se perde o caminho original e consequentemente o seu destino. Vontade legítima e ousadia trazem a tona o sucesso dos que conseguem chamar olhares para além das pedras.

"Com freqüência encontramos obstáculos e fardos no caminho. Podemos reclamar em alto e bom som enquanto nos desviamos deles se assim preferirmos, ou podemos erguê-los e descobrir o que eles significam. A decepção é normalmente o preço da preguiça e da falta de vontade legítima."

O Lapso

Letras Impublicaveis

20 de junho de 2010

Jornal Corredor Online                                                                                                     30/01/2010

Na noite do fatídico dia, João saiu de casa a mando da sua esposa Maria sem maiores explicações. O casal, juntos há pouco mais de um ano, segundo os vizinhos, vivia tendo brigas e pequenas discussões públicas, mas era a primeira vez que João teve que deixar o lar sem saber o que tinha ou não tinha feito. Insatisfeito com a atitude da sua querida esposa que não procurou o diálogo, João dirigiu-se ao Bar do Manoel, pediu a sua primeira cerveja e sentou-se solitário na mesa. Lá pelas tantas da noite e depois de ter perdido as contas de quantas cervejas já tinha bebido, João percebeu que um olhar estava lhe secando. Estava tão triste que pensou ser imaginação sua, restava-lhe ainda um mínimo de consciência pois sabia da armadilha que a vida estava armando para ele. Caiu. O dia seguinte foi tão normal como todos os outros dias da vida de João e Maria. As brigas continuaram, mas João já era Pedro. Maria era uma Maria e Pedro não sabia disso pois só tinha olhos para uma outra Ana.

                                                                                                                                               O Redator.
Comentários:

Amigo de João em 29/01/2010: "- Que loucura!"
João em 29/01/2010: "- Que merda foi essa?!"
Qualquer pessoa em 31/01/2010: "- O que vocês vão fazer amanhã?"
Maria em 30/01/2011: "- Que filho da puta escroto! Problema é dele..."
Anônimo em 31/01/2011: "- Ainda isso? ¬¬ "
Pedro em 31/01/2011: "- Ham?!"
Autor do blog em 31/01/2011: "- Vou fingir que nao me importo como qualquer pessoa.... que banho de agua fria!!"

O Lapso

Pequena Definição...

17 de junho de 2010



Inquietude é a falta de um desejo
para que se continue a lutar
talvez seja uma fase,
seja medo, pois algo pode estar prestes a mudar....

Nada esta no lugar em que deveria estar,
É um questão de tempo para tudo se alterar...

Essa é a sensação de incerteza que acaba de se instalar.



Rafaela N. Franco

"Anotação nº 3"

11 de junho de 2010

EXTRA! EXTRA!

Notícia velha ainda vende jornal.
Notícia nova fica no rascunho.

O Lapso

Se você achava que sabia dançar... reveja seus conceitos!

8 de junho de 2010


Eu ri até depois do final.
Só para descontrair o Blog nesse meu período de provas.

Paródia

23 de maio de 2010

A música tocou, em sua forma clássica, no seu exato compasso e suas devidas pausas. Eram apenas pausas para que a respiração voltasse ao normal. Momentos em que diminuíam o volume para poder dançar conforme a melhor música. Ali regia o compasso dos seus corações numa inimaginável sincronia.
A música já não fazia tanta diferença nessa hora, o que importava era a letra que foi composta por um dos corações apenas. Não sobrava espaço para dois corações no mesmo ritmo. A coreografia inevitavelmente era diferente e não havia ajuste possível. Erravam passos básicos no vai e vem angustiante.
Era apenas uma paródia da música que ainda viria a ser inventada. Composição na medida certa para reger o que há de melhor e pior.
Quero o G do amanhã, deixar apenas o E para ontem, porque hoje só tenho C. A paródia me faz rir e sorrir. Por que a música que tocou de verdade só começou a ser ouvida, agora, por mais de um sem espaços para composições, é a melhor parte do improviso.

O Lapso

"Anotação nº 2"

15 de maio de 2010

Existe melhor lugar para encontrar ideias e defender sua opinião, mesmo que tudo não se resuma a jogar conversa fora? Melhor lugar para dar risada, encontrar olhares e sorrisos? Lugar onde tudo torne-se lar dos amigos e ao mesmo tempo cabaré dos amantes. Nada como uma mesa de bar.
"É lugar para tudo que é papo da vida rolar..."

Aprecie com moderação e cuidado.

O Lapso

Segredo

12 de maio de 2010

Um dia desses quis saber dos segredos do universo. Deitado na rede, à noite, no sereno, curioso, perguntei à figura que teimava em estar ao meu lado, sempre nos meus momentos de reflexão, se algum dia eu terei as respostas que tanto procuro. O mais estranho de tudo isso foi que percebi quantos segredos nós somos capazes de guardar (ou não guardar para alguns) e se em algum momento o espaço disponível para tanta coisa seria suficiente para nossa cabeça tão limitada. Ninguém é de ferro... por mais que haja promessas e mais promessas de que um segredo será guardado “a sete chaves” independentemente da pessoa a quem foi confiado, no final das contas todas elas estão no mesmo molho. O que você quer dizer com isso? Se alguma coisa é de fato um segredo seu, então não conte a ninguém. 
O que o universo nos contou não era para ser surpresa, nem novidade. Estava ali apenas para ser perguntado, descoberto ou percebido. Não é segredo. Virei-me sobre a minha própria existência, e contemplei-a, nunca fui segredo para ninguém, o universo fez o papel de contar a todos sobre mim, bastava apenas a percepção aguçada de um bom observador. O que o universo não contou, tornou-se o meu segredo, que só saberei quando for a hora certa.
Guardo os meus segredos e de muitas outras pessoas, guardo comigo um peso que o universo conhece. As vezes o universo é pouco e os pensamentos vão além e aquém. Nessas horas, a figura desaparecia e me deixava sozinho com as minhas contas incalculáveis. Me restava recorrer ao ceu, que no seu estado mais perfeito, mostrava todos os tons, os sons e a luz que reluzia no vidro e voltava para assegurar que o ser volatil era apenas um das suas essencias, regada ao velho vinho vermelho à pressão de uma verdade ou mentira de um suposto segredo que o universo não quis me contar. Mas e daí? A fuga para a ignorancia sempre foi um caminho para a falsa felicidade, mas que por hora era suficientemente esperada.

O Lapso

Rumo a Copa 2014!

11 de maio de 2010

Tema de bastante polemica foi a recente merda escalação da  Selecao Brasileira de Futebol feita por Zangado Dunga hoje. Finalmente ele conseguiu enterrar o sonho de ser hexa esse ano com uma escalação mediocre. Resta agora sonhar com a Copa de 2014... porque a de 2010 perdeu a graça. Segue escalacao com os devidos posicao/nomes/time/pais.

Goleiros: Doni (Roma/ITA), Gomes (Tottenham/ING) e Julio César (Internazionale/ITA);

Laterais: Daniel Alves (Barcelona/ESP), Maicon (Internazionale), Michel Bastos (Lyon/FRA) e Gilberto (Cruzeiro);

Zagueiros: Juan (Roma/ITA), Lucio (Internazionale/ITA), Luisão (Benfica/POR) e Thiago Silva (Milan/ITA)

Meias: Felipe Mello (Juventus/ITA), Gilberto Silva (Panathinaikos/GRE), Josué (Wolfbsurg/ALE), Ramires (Benfica/POR), Elano (Galatasaray/TUR), Julio Baptista (Roma/ITA) e Kaká (Real Madrid/ESP), Kleberson (Flamengo);

Atacantes: Grafite (Wolfsburg/ALE), Luís Fabiano (Sevilla/ESP), Nilmar (Villarreal/ESP) e Robinho (Santos)

A frase que mais vi no orkut foi essa: "Dunga não convocou Ganso e a gente é que paga o pato." A meu ver, isso só mostra o quanto cabeça dura pode ser uma pessoa. Enfim... vamos torcer mesmo assim...

O Lapso

8 de maio de 2010
























O Mar
Já fui o mar primitivo.
Que moldado, pelo fogo e a vida, passei por um processo evolutivo.
Já fui o mar, onde deságua a foz de muitos rios.
Carregando segmentos de suas curvas ou a força dos planaltos.
Já fui o mar do norte, com águas frias e repletas de vida.
Já fui o mar revolto.
Que com a fúria da correnteza, afogava sem fim.
Já fui o mar do descobrimento.
Levando até mundos e emoções desconhecidas.
Hoje sou o mar de uma baia, que de tão sereno lembra um lago.
Porém não estou limitado como um lago, pois me renovo com a maré.
As pedras que batem no espelho d’àgua decantam pacificamente até o fundo.
Nesse lapso observo com a perícia de muitos naufrágios e as conduzo até seu leito.
Não é o fundo do poço, é o fundo do mar.
Sou azul não pela minha essência, mas pelo reflexo do céu.
Mas como uma nuvem ligeira, vou pelos mares do mundo.


Observação: O nome Nuvem Ligeira não foi escolhido aleatoriamente. Representa uma parte de mim, mas não de você.

Como de costume essa foto foi tirada por mim no município de Serra Grande, próximo a Itararé-Bahia

O Corpo Estranho

6 de maio de 2010




O corpo tem uma pele
Que externa a cor pálida
O Corpo tem ossos
Que mantêm sua estrutura, mesmo quando os músculos são ausentes.
O corpo tem olhos.
Que mantêm um olhar perdido, na direção errada.
O corpo tem um rosto.
Que se oculta por tras de uma crescente barba.
O corpo tem lábios
Que se encontram fechados
O corpo tem um coração
Que salta a boca
O corpo tinha uma alma.
Que se encontra destruída,
Ou perdida em suas profundezas.
O corpo está inerte, mas não está parado.
Será essa o pior tipo de prisão.
Apenas um corpo ao seu lado

Ricardo Monteiro da Rocha Franco Filho


Criado entre os dias 18 e 24/12/2009

Meses depois, enquanto organizavas meus arquivos, encontrei esse texto. No primeiro olhar parecia uma obra estranha, mas familiar. Algo estranho para um texto de minha autoria, fruto de um momento de pouca consciência.

*Obs: A imagem de minha autoria, foi fotografada em Guarajuba.

"Penso, logo existo."

5 de maio de 2010

Sentei na cadeira, olhei para a tela em branco do Word e pela primeira vez depois de muito tempo não tenho nada a dizer. Deu um branco de repente! Como se eu tivesse apagado da memória tudo o que eu já escrevi sem censuras (e sempre foi assim). Estava lendo alguns textos antigos para tentar relembrar quem eu sou e como cheguei até o hoje. Estranho como não me reconheci em vários deles. Fiquei feliz com isso, porque se eu não soubesse que todos eles foram escritos por mim, vez que minha assinatura sempre presente, no final, me lembrasse que eu pensei daquela maneira, eu diria que não me reconheço hoje. É claro que isso é bom. Senti orgulho do que eu venho tentando passar para as pessoas que lêem meus textos e conseguem de alguma forma retirar algum conhecimento (nem que seja uma nova maneira de pensar), alguma experiência nova ou até que eu consiga extrair um sorriso/lagrima apenas. Minha missão aqui sempre foi plantar e esperar que as pessoas colham seus próprios frutos. Mas nada impede que eu possa colher os meus frutos, e me percebi fazendo isso esses dias.
Não bastante tudo isso, ventos bons trazem aquela velha felicidade e quem sabe um novo lapso entusiasmado
para novas idéias e velhos estilos...

O Lapso

Sinal Fechado

4 de maio de 2010

Composição: Paulinho da Viola

– Olá! Como vai?
– Eu vou indo. E você, tudo bem?
– Tudo bem! Eu vou indo, correndo pegar meu lugar no futuro... E
você?
– Tudo bem! Eu vou indo, em busca de um sono tranqüilo...
Quem sabe?
– Quanto tempo!
– Pois é, quanto tempo!
– Me perdoe a pressa - é a alma dos nossos negócios!
– Qual, não tem de quê! Eu também só ando a cem!
– Quando é que você telefona? Precisamos nos ver por aí!
– Pra semana, prometo, talvez nos vejamos...Quem sabe?
– Quanto tempo!
– Pois é...quanto tempo!
– Tanta coisa que eu tinha a dizer, mas eu sumi na poeira das
ruas...
– Eu também tenho algo a dizer, mas me foge à lembrança!
– Por favor, telefone - Eu preciso beber alguma coisa,
rapidamente...
– Pra semana...
– O sinal...
– Eu procuro você...
– Vai abrir, vai abrir...
– Eu prometo, não esqueço, não esqueço...
– Por favor, não esqueça, não esqueça...
– Adeus!
– Adeus!
– Adeus!