Impressões Pessoais #3: Agredir.

18 de setembro de 2010

Somo seres sociais e ao mesmo tempo individualistas. Enquanto seres sociais, convivemos com as mais diversas formas de pensar. Mas, enquanto seres individualistas, tentamos impor o nosso jeito de pensar sobre os outros. Justo tentar impor por meio do convencimento, mas quando não há uma razão ou até mesmo um argumento mais simples, partimos para a agressão.
Não estou falando em violência física. Estou falando de palavras pronunciadas, na sua maioria das vezes, de forma gratuita. Palavras desnecessárias e que poderiam ser economizadas.
Parece que agredir virou a ordem dos tempos atuais. Os mais recentes "trolls" que, sempre anônimos, testam a nossa capacidade de sermos civilizados. Há pouco tempo conheci esse termo, e venho observando que quando estamos acobertados por um pouco do anônimato facial que a internet possibilita, deixamos o nosso "trollzinho", que sempre esteve guardado, sair para insultar alguém.
Algumas pessoas deveriam se restringir numa espécie de autocensura. Maldita seja essa inclusão digital.

O Lapso

Saudoso

8 de setembro de 2010

Pelo sangue que pulsava tão eufórico e a lenha que era posta em brasa, em volta displicente. Sim, cada vez mais negligente e intolerante. Mesmo não sabendo, ao certo, onde foi parar, lhe asseguro que ainda está presente na ausência justificada. Só porque justificada com erros.
Com sarcasmo é fácil. Tudo torna-se um jogo de palavras em avessos.
Sem mais.

O Lapso

Fica a Dica #2: Pizza!

7 de setembro de 2010

Você está sozinho(a) em casa, abre a geladeira a procura de qualquer coisa que possa ser engolida. No instante em que aquele vento gelado bate no seu rosto e você varre com o seu olhar todas as prateleiras na busca pela salvação, seu estômago volta a lhe avisar que há tempos está vazio. Diante do nada encontrado na querida geladeira, partimos para a despensa. Para não contradizer a geladeira, você vê a ultima formiga saindo pelo cantinho levando o ultimo cubiculo de açucar. A fome aperta mais uma vez... O que fazer?

DELIVERY! Você está cansado de comer pizza quando isso acontece, procura outras opções, sites na internet, liga para todos aqueles números na lista telefonica e no fim, por mais incrível que pareça voltamos a estaca zero e escolhemos comer uma pizza.

Resta agora decidir onde. É por isso que estou aqui. Posso dizer com toda certeza que a pizza mais saborosa que tive o prazer de comer foi uma no Coco Bahia, Filet Molho Madeira, uma verdadeira refeição. Vale dizer que nem tudo são flores, o preço então não é nada colorido. Atendimento no local fica a desejar pela falta de organização. Como é delivery a unica preocupação fica a cargo do modo de pagamento e a demora da entrega, mas vale a pena tentar.

Para aqueles que dispõe de uma quantia razoável e que também quer qualidade aconselho o Mama's Pizza, que também tem o delivery. Já para aqueles que estão com o bolso vazio, aconselho o Buonna Pizza.

Não poderia terminar sem colocar o que eu, a partir de agora, vou chamar de "cai fora!" Rodizio da Volpi e Pasta Fast. CAI FORA!

Até hoje procuro um lugar em que possa comer uma pizza de tomate seco bem feita. É isso ai... fiquem à vontade para deixarem suas sugestões.

O Lapso

Impressões Pessoais #2: Trânsito

31 de agosto de 2010

A facilidade em adquirir um automóvel ajudou bastante a situação que nos encontramos hoje, mas evidentemente não é a principal causa e nem deve ser alterada. A meu ver possibilita uma ascensão economica de pessoas que não tem uma formação ou qualificação (já percebemos a bola de neve) para adentrar ao mercado de trabalho, então o carro se transforma num instrumento de trabalho. Obviamente a classe media e media/alta aproveita a situação e como esperado cada ente da família passa a ter seu próprio carro. O fluxo aumenta, não há suporte para tanto (percebe-se a falta de planejamento dos nossos governantes e órgãos ligados ao assunto), então engarrafamentos se tornam uma rotina na nossa cidade.
Outro problema é a falta de educação no trânsito. Para não ser hipócrita, me incluo no grupo de pessoas que não tem educação e desafio alguém que nunca tenha infringido o Código de Trânsito Brasileiro na cidade do Salvador. Solução para isso? Quem sabe começar por uma reforma moral. Depois partir para um melhor exame de habilitação (não “isso” que fazem hoje), inclusive renovação. A falta de educação de alguns contaminam os que ainda tentam ser educados.
Enquanto não tivermos um transporte de massa de qualidade, continuaremos a passar horas, a longo prazo, meses no trânsito.
O tempo que perdemos hoje, fará falta amanhã. Pensem nisso.

O Lapso

"Anotação #5"

Letras, palavras, frases, parágrafos, textos, páginas, capítulos, livros. Livros. Livros. Livros. Livros. Livros. Livros. Livros...
Para? Corre. Anda logo. Vai, vai!
Para!

O Lapso

Fica a Dica #1: Kebab

17 de agosto de 2010

Sempre existe aquela dúvida de onde ir à noite, onde almoçar, onde marcar o seu aniversário, onde ir à dois, onde comer algo que valha a pena, onde curtir uma boa música ou simplesmente onde será o happy hour. Pensando nisso resolvi criar a coluna intitulada de "Fica a Dica". Vamos ao que interessa.

Lembro-me quando a febre do temaki começou em Salvador. Era possível contar as temakerias com os dedos da mão. Hoje, nem se usassemos um abaco seria possível contabilizar todas as temakerias que abriram em Salvador. Algumas fecharam, outras ainda resistem, mas o fato é que a moda caiu no gosto dos soteropolitanos e virou quase uma rotina para os mais viciados.
Há aproximadamente 2 meses, assisti a uma reportagem do Rede Bahia Revista sobre locais gastronómicos em Salvador e dentre outros apresentados fiquei intrigado a conhecer e provar uma especialidade turca denominada Kebab, que chegou ao Brasil com pequenas diferenças do original servido na Turquia.
Infelizmente a reportagem não fez a devida propaganda do local, então tive que procurar outro que servisse o mesmo prato. Para a minha surpresa, achei um no Shopping Salvador na praça de alimentação: STAMBUL KEBAB. Pelo preço de 9,90 você experimenta um Kebab de Cordeiro, que na opinião desse que vos escreve, é uma delícia e vale cada centavo. É uma refeição saudável e diferente do que estamos acostumados.
É uma pena que os Kebab's não se tornaram ainda uma febre, mas o caminho está aberto, e basta apenas experimentar para querer repetir a dose.

O Lapso

Eu sou C-H-A-T-O !

15 de agosto de 2010



Por uma REFORMA MORAL... e continuo tentando me encaixar num todo maior.

O Lapso

We Sing, We Dance, We Steal Things

12 de agosto de 2010



"Queria ter certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou não pelo que tenho... que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa que é meu sentimento... e não brinque com ele. E que esse alguém me peça para que eu nunca mude,para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo".
Mário Quintana


Tua tristeza é tão exata e hoje o dia é tão bonito, a inércia não é inerente a vida como os sonhos vem e os sonhos vão o resto é só imperfeito para esses dias tão confusos. O real se tornou tão hepático e o tempo está em um constante nublado. Cada minuto tem o peso de toneladas de chumbo para suportar tamanha falta de sentido e direção, em meio à tamanha desmotivação será que existe alguma razão? Palavras vêm e vão como o vento assovia das restas da varanda fria. Não me lembro do entusiasmo que tanto se evoca e sinto que há tempos que os jovens adoecem não sendo eu a única exceção. Tudo era igual apenas o olhar se modificou e o cuidado com aquilo que se desejou, pois finalmente pode-se dizer que seu sonho se realizou, mas continua a sensação de não está completa já que o vazio permanece a encher-la.

Nossas vidas são tão normais e o que era extraordinário já não surpreende mais, talvez para seu governo meu estado é independente mas meu presidente já não sorri mais.


Rafaela N. Franco

Impressões Pessoais #1: Contagie.

11 de agosto de 2010

Nunca gostei de escrever sobre detalhes do meu cotidiano, mas, às vezes, bate uma vontade de fazer um comentário apartado do mundo real. Foi pensando nisso que resolvi começar a coluna entitulada de "Impressões Pessoais". Vamos logo ao que interessa:

Não sou frequentador de cultos, bem verdade sempre repudiei por inúmeros motivos. Dentre todos os meus motivos para repudiar, o principal diz respeito ao fato de que sou contra o constrangimento que a maioria desses lugares causa ao frequentador quando pede uma contribuição($). É uma situação similar a dos "flanelinhas de carro", que sou contra também.
Hoje deu vontade de ir assistir, para tentar entender porque em cada esquina, da minha querida cidade, existe um. Não vou discutir religião, seria uma espécie de assunto sem fim, mas uma coisa é certa: ninguém permanece onde não se sente bem, a não ser que tenha problemas mentais ou seja forçado. Então, cada um deve procurar o seu médico lugar e o seu motivo.
Depois de toda a experiência, consegui tirar proveito de um aspecto que gostaria de compartilhar. O primeiro deles, que inspirou o subtítulo, foi o conteúdo de uma parte da palestra. É incrível como somos facilmente influenciados. Mais incrível é perceber que essa influência pode ser para coisas boas, como para coisas ruins. Tanto as boas, como as ruins são capazes de gerar um contagio sucessivo cíclico que na maioria das vezes não percebemos. A minha reflexão de hoje é no sentido de darmos continuidade aos ciclos das coisas boas e tentarmos parar o ciclo das coisas ruins antes que ela passe adiante. Como parar? Educação. Comece pedindo desculpas.
Apesar do conhecimento adquirido, mantenho minha posição sobre cultos.

O Lapso

"Anotação n- 4"

22 de julho de 2010

Projetos para o blog:

a) Criar uma ou duas colunas sobre assuntos especificos, ainda estou matutando sobre isso.

b) Trocar o layout. Já cansei desse.

c) Convidar mais escritores ativos.

d) O que surgir.

Sugestões são sempre bem vindas.

Surdo.

1 de julho de 2010

É porque gosto de ouvir o impronunciável. Tudo aquilo que as pessoas querem dizer, mas por algum motivo acabam censurando. Deve ser pela minha falta de censura, e o costume acaba se tornando a minha normalidade mal vista por alguns. Então se é para ser dito, que seja, que desça garganta abaixo daqueles surdos por opção e  dilacere os olhares dos incrédulos falsos subjetivistas que sempre soltam um sisudo "talvez" para fugir das escolhas.
Não quero que o impronunciável seja uma obrigação. Assim como o pai não é obrigado a ensinar ao filho o porquê de ser errado meter o dedo no interruptor da tomada, basta dizer que não pode e sua autoridade de pai se mostrará suficiente. O filho obedecerá naquele instante em que os olhos do pai o mantêm inerte. Mas para o filho, que não sabe ainda a importância da explicação impronunciada pelo pai, a única coisa válida é a curiosidade de saber porque o pai tinha advertido-o com tanta rispidez. Não custava ao pai dar explicações ao filho, foi uma escolha sua, uma censura vinda da sua própria infância quando o seu pai, avô desta criança, fizera o mesmo com ele. A dificuldade de romper essa linha de raciocínio não deve se tornar uma obrigação, e sim uma evolução natural que vestirá o nosso corpo com perfeição.
Gosto do impronunciável porque me faz pensar. Me faz questionar o porque do por que. E se nada disso faz sentido, aceite, sem questionar, o fato de que gostamos de ouvir frases prontas e que não estamos preparados para ouvir novas idéias. A surdez se faz presente apenas para filtrar o que não nos é agradável aos ouvidos. Uma surdez psicológica que tem como inimigo, as críticas mais ácidas das nossas escolhas. É disso que se trata o impronunciável, palavras ácidas demais para serem digeridas com leveza e tranquilidade. Palavras tão indigestas que até para serem pronunciadas, dói o âmago como se estivéssemos dando uma rosa para uma pessoa querida, segurando a dor de ter os espinhos na própria mão.
Aqueles que permanecem surdos por muito tempo, acabam esquecendo como falar de verdade sobre a verdade. Acabam perdendo o tato das palavras e deixam ser manipulados facilmente. Para que haja o grito ele tem de ser ouvido.

O Lapso

Uma Pedra

21 de junho de 2010

Dificuldade sempre existirá para aqueles que não desistem. A primeira pedra na verdade é apenas uma pedra, e se formos contá-las é melhor deixar os dedos em alerta e a mente fresca para não perder a conta. Para os que já dão o primeiro passo pensando que uma dessas pedras não existe e que basta um pulinho despretensioso, como aqueles que nós damos quando jogamos amarelinha, e “voilà” tudo se resolve num passe de mágica é quase esperar que um milagre aconteça, fantasiosamente.
Sonhos a parte, e aqui gostaria de enriquecer o leitor de otimismo, não podemos carregar todas as pedras passadas e de fato nem devemos pensar que é possível. O caminho é que deve se tornar um mapa cheio de atalhos. Pra que tudo isso? Para dizer que aprender a lidar com problemas e dificuldades do nosso cotidiano só nos traz benefícios. Para dizer que criar o seu próprio caminho significa conhecer seus atalhos e aprender a ser leve.
Há duas maneiras de passar por uma pedra. A primeira, particularmente a que eu sou mais adepto, é tirando ela do caminho para que no futuro não haja riscos de você ser atropelado pela mesma pedra por descuido. A segunda maneira, e geralmente mais aceita pelos malandros, é dar um jeitinho de desviar. O que eles não sabem é que quando se desvia se perde o caminho original e consequentemente o seu destino. Vontade legítima e ousadia trazem a tona o sucesso dos que conseguem chamar olhares para além das pedras.

"Com freqüência encontramos obstáculos e fardos no caminho. Podemos reclamar em alto e bom som enquanto nos desviamos deles se assim preferirmos, ou podemos erguê-los e descobrir o que eles significam. A decepção é normalmente o preço da preguiça e da falta de vontade legítima."

O Lapso

Letras Impublicaveis

20 de junho de 2010

Jornal Corredor Online                                                                                                     30/01/2010

Na noite do fatídico dia, João saiu de casa a mando da sua esposa Maria sem maiores explicações. O casal, juntos há pouco mais de um ano, segundo os vizinhos, vivia tendo brigas e pequenas discussões públicas, mas era a primeira vez que João teve que deixar o lar sem saber o que tinha ou não tinha feito. Insatisfeito com a atitude da sua querida esposa que não procurou o diálogo, João dirigiu-se ao Bar do Manoel, pediu a sua primeira cerveja e sentou-se solitário na mesa. Lá pelas tantas da noite e depois de ter perdido as contas de quantas cervejas já tinha bebido, João percebeu que um olhar estava lhe secando. Estava tão triste que pensou ser imaginação sua, restava-lhe ainda um mínimo de consciência pois sabia da armadilha que a vida estava armando para ele. Caiu. O dia seguinte foi tão normal como todos os outros dias da vida de João e Maria. As brigas continuaram, mas João já era Pedro. Maria era uma Maria e Pedro não sabia disso pois só tinha olhos para uma outra Ana.

                                                                                                                                               O Redator.
Comentários:

Amigo de João em 29/01/2010: "- Que loucura!"
João em 29/01/2010: "- Que merda foi essa?!"
Qualquer pessoa em 31/01/2010: "- O que vocês vão fazer amanhã?"
Maria em 30/01/2011: "- Que filho da puta escroto! Problema é dele..."
Anônimo em 31/01/2011: "- Ainda isso? ¬¬ "
Pedro em 31/01/2011: "- Ham?!"
Autor do blog em 31/01/2011: "- Vou fingir que nao me importo como qualquer pessoa.... que banho de agua fria!!"

O Lapso

Pequena Definição...

17 de junho de 2010



Inquietude é a falta de um desejo
para que se continue a lutar
talvez seja uma fase,
seja medo, pois algo pode estar prestes a mudar....

Nada esta no lugar em que deveria estar,
É um questão de tempo para tudo se alterar...

Essa é a sensação de incerteza que acaba de se instalar.



Rafaela N. Franco

"Anotação nº 3"

11 de junho de 2010

EXTRA! EXTRA!

Notícia velha ainda vende jornal.
Notícia nova fica no rascunho.

O Lapso