"Anotação #6"

20 de novembro de 2010

Tenho pensado muito na morte desta criação. Desejo muito que isso não aconteça... mas...

Censurado e Intitulável.

1 de novembro de 2010

Tenho que conter essa vontade que me dá de fazer as coisas no impulso. Escrevi um texto e não mais tive coragem de deixa-lo aqui. Exclui.
METACENSURA! É isso ai, só pode ser assim. Grita para que eu possa ouvir.

O Lapso.

Chapter 5 - Ídolo de Barro

24 de outubro de 2010


Ídolo de Barro



Todo ídolo tem seu pedestal, símbolo da devoção e admiração de seu amante. Sua imagem pode ser vista de longe e de todos os lados. Portanto é onipresente. Seu sorriso conquista, sua voz parece mais que um poema. Para suas palavras o ouvido está sempre atento e disposto a escutar mais uma palavra. Seus olhos parecem profundos como um lago. Seu ser é perfeito, e as imperfeições onde estão? Mesmo que existam desavenças o seu brilho cega. Mas o tempo... como você chega! Porém existem ressalvas, para alguns a energia e tamanha que o brilho permanece lá, ecos dos tempos de gloria. Para muitos outros o tempo chega.

O tempo tira a beleza, o tempo tira o charme, as qualidades, o brilho do ouro. Transforma metal nobre em bronze, em tons cobres. Como a prata o ídolo escurece ao toque do iodo, ficando escuro como a noite. Maravilhoso seria se o problema fosse só ofuscar o brilho. A desilusão é terrível, a frustração de uma expectativa. A sensação de dor e decepção é capaz de fazer o que nem os alquimistas conseguiram: transformar o ouro em barro. Infelizmente, o barro não fornece a mesma resistência ao ídolo. O menor impacto, o menor destrato e o barro poderá se quebrar. O ídolo de Barro reflete a fragilidade do seu interior. Em cada rachadura uma fraqueza, uma dor, não apenas do ídolo, mas de seu observador. Na tentativa de conter uma rachadura, uma falha, surgem outras duas, numa intensa dor de desconstrução. Ele se olha em busca de uma parte ainda não tocada pelo tempo. Ele olha, procura, busca e não encontra mais que lembranças.
A onde estará...onde? Talvez seu encanto seja fruto de sua essência e não de sua composição. Talvez aquele corpo nunca tivesse sido de ouro, prata, alumínio ou cobre, talvez a beleza estivesse dentro dos olhos que tanto o admiravam. A convicção desse olhar foi capaz de contagiar o próprio ídolo. Tenha medo dos ídolos, tenha medo de ser um ídolo, Tenha medo de ser um ídolo de barro.

Ricardo Monteiro da Rocha Franco Filho

Data: Esse texto foi escrito em Julho/Agosto de 2009. Só recuperei a dois meses após a restauração da tabela de partição do meu HD.

“Sou espectador e diretor da minha própria vida, torço pelo sucesso e estou ao lado na eventual derrota. Não sou omisso, nem deixo a vida me conduzir, mas não me encaixo apenas no papel de narrador.”

“ Quem conhece essa parte de minha vida saberá o significado dessa imagem”

Impressões Pessoais #4: Virús.

14 de outubro de 2010

Hoje é dia...
Hoje em dia, todo dia é dia. É isso ai, não basta ter de excluir e-mails de seus amigos sobre correntes idiotas e inúteis. Me esforço muito para dar risada com alguma coisa que venha pelo e-mail, mas o pior ainda está por vir. Todos os dias recebo e-mails com virús. Graças aos mecanismos de bloqueio e antispam, a maioria deles vão para o lixo eletrônico, mas quando um amigo infectado envia um e-mail, ele vai para a caixa de entrada e tenho de usar do meu bom senso para saber se aquilo é seguro. Fazer um juízo de admissibilidade de um e-mail é $%#&, mas existem situações e situacoes.
Algumas situacoes são claras, ou seja, direto para lixeira. Só que algumas pessoas (desinformadas? sera?! =P) ainda insistem em clicar naquele e-mail da foto de tal pessoa ou no video de fulaninho... PQP! Só falta ter um aviso bem grande dizendo: É VIRÚS PORRA, NÃO CLIQUE!! Mas sempre há um jumentinho teimoso que vai lá com o mouse nervoso e não satisfeito clica mais de uma vez ainda.
Outras situações são bem feitas até, mas basta ter um pouco de desconfiometro para saber que pode ser virús, e aguardar um pouco para ter a certeza, através do seu próprio amigo ou de notícias na internet (usar o google, pai dos burros).

Bom... enquanto isso continuo recebendo e-mails...

O Lapso

Fica a Dica #3: México.

4 de outubro de 2010

Sair com amigos no sábado é quase de lei, e sempre rola aquela indecisão em relação ao lugar para onde ir. Se depender de opiniões, a maioria passa por uma amnésia temporária. A questão é ir em lugares diferentes para conhecer novas idéias, mas sempre levando em consideração a distância.

Não é segredo que o bairro do Rio Vermelho abriga uma infinidade de locais, escondidos ou não, dos mais simples até os mais sofisticados e tudo leva a um só caminho. Nesse caminho encontrei um bar/restaurante de nome Cien Fuegos, que serve comida mexicana e possui um belo cardápio de drinks dos mais coloridos e variados.
O Local é bem escondido e a rua bastante estreita, ocasionando falta de estacionamento, mas lá no Rio Vermelho sempre há um lugar para estacionar.
O ambiente é dividido em várias partes, se tornando um lugar razoável para ir a dois. O som, nem muito alto nem muito baixo, tem seu repertório baseado em músicas mexicanas e por consequencia alegres.
Preços também são bem camaradas, se comparado aos outros lugares da mesma região, e a comida uma delicia. Não lembro o nome da minha bebida, nem da comida, mas achei muito bom. O que deixa a desejar é o atendimento dos garçons, mas nada que prejudique. Deve ser porque sou exigente demais em relação a isso. O esquema de cartões individuais permitem um melhor controle e isso é um ponto positivo.

Tex Mex? Não chega nem aos pés. Cai fora!
Tijuana, uma boa opção também.

O Lapso

Estopim da Democracia

3 de outubro de 2010

Não sei porque todos os Domingos de votação fazem muito sol e calor. Tudo muito propício para ir à praia, reunir-se com os amigos para aquele churrasco ou ficar em casa lamentando por não ter feito nada.
A primeira regra é não chegar em primeiro na seção, uma vez que você pode ser chamado para substituir um mesário faltoso. É obrigatório, assim como o voto, e ninguém quer perder o seu Domingo de sol e muita bebida.
A segunda regra é levar o número dos seus candidatos anotados num papel. Você, que passou pela situação de ter de olhar uma pessoa na frente da urna por mais de 10 minutos tentando lembrar o que veio fazer ali, não vai querer atrasar o churrasco.
A terceira regra é que os eleitos são a nossa imagem (ou pelo menos de quem votou), então não reclamem depois.
Lei?! Na Bahia, pelo menos, isso não existe. Aqui pode tudo. Pode boca de urna, pode celular, pode chegar bebado na seção e outras coisas inimaginaveis pela simploria mente que vos escreve.
A cada dois anos a mesma história, as mesmas promessas e até as mesmas figuras. A esquerda, que agora é direita, não tem mais uma esquerda capaz de lhe ameaçar. Estamos, aqui na Bahia, começando uma nova era PFLista, com o nome de PTista.
Pra frente Brasil!

O Lapso

Impressões Pessoais #3: Agredir.

18 de setembro de 2010

Somo seres sociais e ao mesmo tempo individualistas. Enquanto seres sociais, convivemos com as mais diversas formas de pensar. Mas, enquanto seres individualistas, tentamos impor o nosso jeito de pensar sobre os outros. Justo tentar impor por meio do convencimento, mas quando não há uma razão ou até mesmo um argumento mais simples, partimos para a agressão.
Não estou falando em violência física. Estou falando de palavras pronunciadas, na sua maioria das vezes, de forma gratuita. Palavras desnecessárias e que poderiam ser economizadas.
Parece que agredir virou a ordem dos tempos atuais. Os mais recentes "trolls" que, sempre anônimos, testam a nossa capacidade de sermos civilizados. Há pouco tempo conheci esse termo, e venho observando que quando estamos acobertados por um pouco do anônimato facial que a internet possibilita, deixamos o nosso "trollzinho", que sempre esteve guardado, sair para insultar alguém.
Algumas pessoas deveriam se restringir numa espécie de autocensura. Maldita seja essa inclusão digital.

O Lapso

Saudoso

8 de setembro de 2010

Pelo sangue que pulsava tão eufórico e a lenha que era posta em brasa, em volta displicente. Sim, cada vez mais negligente e intolerante. Mesmo não sabendo, ao certo, onde foi parar, lhe asseguro que ainda está presente na ausência justificada. Só porque justificada com erros.
Com sarcasmo é fácil. Tudo torna-se um jogo de palavras em avessos.
Sem mais.

O Lapso

Fica a Dica #2: Pizza!

7 de setembro de 2010

Você está sozinho(a) em casa, abre a geladeira a procura de qualquer coisa que possa ser engolida. No instante em que aquele vento gelado bate no seu rosto e você varre com o seu olhar todas as prateleiras na busca pela salvação, seu estômago volta a lhe avisar que há tempos está vazio. Diante do nada encontrado na querida geladeira, partimos para a despensa. Para não contradizer a geladeira, você vê a ultima formiga saindo pelo cantinho levando o ultimo cubiculo de açucar. A fome aperta mais uma vez... O que fazer?

DELIVERY! Você está cansado de comer pizza quando isso acontece, procura outras opções, sites na internet, liga para todos aqueles números na lista telefonica e no fim, por mais incrível que pareça voltamos a estaca zero e escolhemos comer uma pizza.

Resta agora decidir onde. É por isso que estou aqui. Posso dizer com toda certeza que a pizza mais saborosa que tive o prazer de comer foi uma no Coco Bahia, Filet Molho Madeira, uma verdadeira refeição. Vale dizer que nem tudo são flores, o preço então não é nada colorido. Atendimento no local fica a desejar pela falta de organização. Como é delivery a unica preocupação fica a cargo do modo de pagamento e a demora da entrega, mas vale a pena tentar.

Para aqueles que dispõe de uma quantia razoável e que também quer qualidade aconselho o Mama's Pizza, que também tem o delivery. Já para aqueles que estão com o bolso vazio, aconselho o Buonna Pizza.

Não poderia terminar sem colocar o que eu, a partir de agora, vou chamar de "cai fora!" Rodizio da Volpi e Pasta Fast. CAI FORA!

Até hoje procuro um lugar em que possa comer uma pizza de tomate seco bem feita. É isso ai... fiquem à vontade para deixarem suas sugestões.

O Lapso

Impressões Pessoais #2: Trânsito

31 de agosto de 2010

A facilidade em adquirir um automóvel ajudou bastante a situação que nos encontramos hoje, mas evidentemente não é a principal causa e nem deve ser alterada. A meu ver possibilita uma ascensão economica de pessoas que não tem uma formação ou qualificação (já percebemos a bola de neve) para adentrar ao mercado de trabalho, então o carro se transforma num instrumento de trabalho. Obviamente a classe media e media/alta aproveita a situação e como esperado cada ente da família passa a ter seu próprio carro. O fluxo aumenta, não há suporte para tanto (percebe-se a falta de planejamento dos nossos governantes e órgãos ligados ao assunto), então engarrafamentos se tornam uma rotina na nossa cidade.
Outro problema é a falta de educação no trânsito. Para não ser hipócrita, me incluo no grupo de pessoas que não tem educação e desafio alguém que nunca tenha infringido o Código de Trânsito Brasileiro na cidade do Salvador. Solução para isso? Quem sabe começar por uma reforma moral. Depois partir para um melhor exame de habilitação (não “isso” que fazem hoje), inclusive renovação. A falta de educação de alguns contaminam os que ainda tentam ser educados.
Enquanto não tivermos um transporte de massa de qualidade, continuaremos a passar horas, a longo prazo, meses no trânsito.
O tempo que perdemos hoje, fará falta amanhã. Pensem nisso.

O Lapso

"Anotação #5"

Letras, palavras, frases, parágrafos, textos, páginas, capítulos, livros. Livros. Livros. Livros. Livros. Livros. Livros. Livros...
Para? Corre. Anda logo. Vai, vai!
Para!

O Lapso

Fica a Dica #1: Kebab

17 de agosto de 2010

Sempre existe aquela dúvida de onde ir à noite, onde almoçar, onde marcar o seu aniversário, onde ir à dois, onde comer algo que valha a pena, onde curtir uma boa música ou simplesmente onde será o happy hour. Pensando nisso resolvi criar a coluna intitulada de "Fica a Dica". Vamos ao que interessa.

Lembro-me quando a febre do temaki começou em Salvador. Era possível contar as temakerias com os dedos da mão. Hoje, nem se usassemos um abaco seria possível contabilizar todas as temakerias que abriram em Salvador. Algumas fecharam, outras ainda resistem, mas o fato é que a moda caiu no gosto dos soteropolitanos e virou quase uma rotina para os mais viciados.
Há aproximadamente 2 meses, assisti a uma reportagem do Rede Bahia Revista sobre locais gastronómicos em Salvador e dentre outros apresentados fiquei intrigado a conhecer e provar uma especialidade turca denominada Kebab, que chegou ao Brasil com pequenas diferenças do original servido na Turquia.
Infelizmente a reportagem não fez a devida propaganda do local, então tive que procurar outro que servisse o mesmo prato. Para a minha surpresa, achei um no Shopping Salvador na praça de alimentação: STAMBUL KEBAB. Pelo preço de 9,90 você experimenta um Kebab de Cordeiro, que na opinião desse que vos escreve, é uma delícia e vale cada centavo. É uma refeição saudável e diferente do que estamos acostumados.
É uma pena que os Kebab's não se tornaram ainda uma febre, mas o caminho está aberto, e basta apenas experimentar para querer repetir a dose.

O Lapso

Eu sou C-H-A-T-O !

15 de agosto de 2010



Por uma REFORMA MORAL... e continuo tentando me encaixar num todo maior.

O Lapso

We Sing, We Dance, We Steal Things

12 de agosto de 2010



"Queria ter certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou não pelo que tenho... que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa que é meu sentimento... e não brinque com ele. E que esse alguém me peça para que eu nunca mude,para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo".
Mário Quintana


Tua tristeza é tão exata e hoje o dia é tão bonito, a inércia não é inerente a vida como os sonhos vem e os sonhos vão o resto é só imperfeito para esses dias tão confusos. O real se tornou tão hepático e o tempo está em um constante nublado. Cada minuto tem o peso de toneladas de chumbo para suportar tamanha falta de sentido e direção, em meio à tamanha desmotivação será que existe alguma razão? Palavras vêm e vão como o vento assovia das restas da varanda fria. Não me lembro do entusiasmo que tanto se evoca e sinto que há tempos que os jovens adoecem não sendo eu a única exceção. Tudo era igual apenas o olhar se modificou e o cuidado com aquilo que se desejou, pois finalmente pode-se dizer que seu sonho se realizou, mas continua a sensação de não está completa já que o vazio permanece a encher-la.

Nossas vidas são tão normais e o que era extraordinário já não surpreende mais, talvez para seu governo meu estado é independente mas meu presidente já não sorri mais.


Rafaela N. Franco

Impressões Pessoais #1: Contagie.

11 de agosto de 2010

Nunca gostei de escrever sobre detalhes do meu cotidiano, mas, às vezes, bate uma vontade de fazer um comentário apartado do mundo real. Foi pensando nisso que resolvi começar a coluna entitulada de "Impressões Pessoais". Vamos logo ao que interessa:

Não sou frequentador de cultos, bem verdade sempre repudiei por inúmeros motivos. Dentre todos os meus motivos para repudiar, o principal diz respeito ao fato de que sou contra o constrangimento que a maioria desses lugares causa ao frequentador quando pede uma contribuição($). É uma situação similar a dos "flanelinhas de carro", que sou contra também.
Hoje deu vontade de ir assistir, para tentar entender porque em cada esquina, da minha querida cidade, existe um. Não vou discutir religião, seria uma espécie de assunto sem fim, mas uma coisa é certa: ninguém permanece onde não se sente bem, a não ser que tenha problemas mentais ou seja forçado. Então, cada um deve procurar o seu médico lugar e o seu motivo.
Depois de toda a experiência, consegui tirar proveito de um aspecto que gostaria de compartilhar. O primeiro deles, que inspirou o subtítulo, foi o conteúdo de uma parte da palestra. É incrível como somos facilmente influenciados. Mais incrível é perceber que essa influência pode ser para coisas boas, como para coisas ruins. Tanto as boas, como as ruins são capazes de gerar um contagio sucessivo cíclico que na maioria das vezes não percebemos. A minha reflexão de hoje é no sentido de darmos continuidade aos ciclos das coisas boas e tentarmos parar o ciclo das coisas ruins antes que ela passe adiante. Como parar? Educação. Comece pedindo desculpas.
Apesar do conhecimento adquirido, mantenho minha posição sobre cultos.

O Lapso