31/05/2008

31 de maio de 2008

“Para cada sorriso há um choro. É assim que as coisas são.
Os vitoriosos existem, e não é isso que nego ou deslegitimo.
Para que haja o topo da lista: o melhor,
É preciso haver os outros: o segundo, o último, o desclassificado.
Não há – e nunca há – vaga para todos.
É assim que as coisas são.
Cada bela história traz em si o peso – o enorme peso – de ser injusta.
Não há quem mereça mais.
Todos somos duros e sabemos sê-lo quando amamos.
Sem essa magia não haveria – é verdade! – grandes dores.
Tão mais é verdade que tudo seria pouco, vazio.
Não é isso que se deseja, ainda que muito se ‘blasfeme’.
Sabemos dos riscos e nos atiramos.
É a dificuldade, o medo, as dores e a impossibilidade que molda o prazer e o desejo.
Todas as máculas nunca serão vistas.
Serão, sempre, apenas feridas doídas em outrem.
No círculo da vida, passamos, diversas vezes, pelos dois lados.
E, definitivamente, é assim que as coisas são:
Dias de Derrota, dias de Vitória!”

4 Reações:

Ioh. disse...

Nunca mais ninguém postou...
Aí está um quentinho, acabou de sair do "forno".
Beijos!

Rodrigo disse...

Pou, estou cercado de grandes poetas. Como afirmei outrora, espero ser contaminado por este "vírus" de inspiração.

ricardo franco filho disse...

ioh apesar de nao colocar a autoria , o que torna bem deficil de identifica-la e com isso parabenizar vc. meus parabes !!! muito show!!!

O Lapso disse...

Os dias de Derrota constroem... tem seu gosto amargo.

Os dias de Vitória... ah... esses não precisam de comentários... precisamos apenas senti-los como desejamos.