Um desabafo pessoal

17 de abril de 2009

Não pretendo mentir nem jogar. Não pretendo escrever tudo e ao final esperar que algo se resolva. O máximo que pode acontecer é meu ponto de vista não ser compatível com o do(a) leitor(a). Até o final desse texto espero ter sido sincero comigo, porque é simplesmente o meu desabafo, o meu pessoal para quem quiser entender ou desentender de vez. Acredito que o passo ao reconhecimento já foi dado e não adianta mais fingir, seria minha pior regressão. Tento parecer forte, me fazer forte e acreditar sempre nisso para lutar. Sei que não adianta entrar numa luta se achando fraco, achando que tudo já está perdido mesmo lutando. Mas em algum momento ficamos fracos, provavelmente no final de cada luta perdida. Para mim, acredito que até as ganhas me enfraquecem a cabeça e o coração, porque não gosto de entrar em conflito, mas é tão necessário quanto o bater do coração. Para alguns é difícil acreditar nessas palavras que irei escrever, apenas digo que não pareço nada, absolutamente nada, com o que qualquer um tem como minha imagem e julga me conhecer. Sou muito mais do que um mero julgamento precipitado, muito mais que palavras ditas por mim e passo cada dia da minha vida tentando me conhecer melhor. Mas uma coisa eu devo contar, mesmo que seja julgado de forma errada e mesmo que seja entendido da forma errada, e na verdade é para isso que eu estou aqui, sentado, numa noite de sexta feira, pensando e relembrando alguns fatos vividos recentemente. Antes de qualquer coisa, preciso começar e fazer o mais difícil desse texto, assumir de uma vez para todos: Amei incondicionalmente, amor não correspondido, amor sonhado e não vivido. Fico feliz em assumir isso e o peso das minhas costas desapareceu ou pelo menos diminuiu, fico feliz em saber que não sou uma pedra e sou capaz de me fazer cheio, capaz de sonhar verdadeiramente, ao contrario do que muitas pessoas acreditam fazer. Não me importava com nada além do mundo que criei para mim e que tentei compartilhar com um mundo diferente e alheio, era doce sonhar e o meu maior vicio. Fui ignorado, diria até que desprezado, alguns diriam até que manipulado em um jogo que eu nunca quis jogar, mas conhecia a regra e mesmo assim ignorei porque não impunha condições a nada, passaram por cima de mim e eu simplesmente ignorei tal fato, e nenhuma palavra dita me convenceu do contrário. Os fatos são mais coloridos do que as palavras em preto e branco. Qualquer justificativa dada me parecia com mais uma "desculpa de pernas curtíssimas". Fui peça em um jogo ridículo. Mas e daí?! O mundo, no inicio, era meu e apenas meu. Isso para mim era fácil de entender. A minha felicidade era plena e era possível ver a lua através dos meus olhos, que reluziam no início. Dor, decepção e raiva ainda não se juntavam ao orgulho próprio. Aprendi que o mundo não era apenas meu, mesmo que em construção, e que poderia ser destruído. Foi o que aconteceu: o imprevisto por mim que tanto acreditei em algo concreto, que tanto sonhei. Diante da queda(diga-se rasteira), procurei me levantar e pensei que tinha encontrado uma solução para meus problemas sem solução: o tempo. Descobri que foi mais um erro banal acreditar no tempo. Descobri que meses viram pó ao vento. Queria apenas me sentir seguro uma vez e poder confiar em alguém. Tenho pena de quem não tem pulso para a vida, de quem enxerga pela metade e acredita mesmo estar vivendo quando apenas acha que sofre, acha que se machuca, enfim, acha que vive, acha que tudo é o contrário do que realmente é, acha que a monotonia é razão de viver, acha que o comodismo é forma sublime de vida. Fiz questão de ser sempre porto seguro e nunca encontrei o meu, meu coração sempre foi demais pra mim, porem não conseguia ser meu porto seguro. Dei-me outra chance porque queria acreditar mesmo não acreditando mais, mesmo estando tão inseguro. Sabia dos riscos e por isso segui em frente com mais um sonho. Fui mais condicional, mais medido e começou a surgir em mim princípio de medo (medo que não faz parte de mim). Novamente aconteceu o não tão imprevisto e muito mais previsto. Menos dor, menos decepção e mais raiva, dessa vez junto veio o orgulho. Aprendi que prever as coisas é melhor para o coração e pior para a cabeça. A cabeça é mais cruel que o coração e consegue sobreviver. De qualquer forma “menos” ainda não significa um “não”. A ferida apenas aumentou e se fez presente em todo corpo que já não tinha mais sangue. Permitindo que seja vista por mim (e por todos) sempre que tentava pensar de outra forma. Consegui um bloqueio, consegui parar de sonhar, consegui ser quem não sou, consegui ser aquilo que mais criticava e repudiava e só percebi isso quando me vi fazendo o pior, tarde demais. Me arrependi do que disse e das atitudes que tomei em estado irreconhecível. Nada mais sincero do que as desculpas, nada mais verdadeiro do que as palavras, nada mais angustiante do que o sentimento temporário de culpa, mesmo sabendo que no fundo era apenas uma gota de culpa diante de um oceano. Consegui ficar em paz comigo. De sentir novamente, apesar de estar tão indiferente. De voltar a ter meus tão prezados sonhos. Sonhei novamente. Isso bastou para uma faísca de felicidade. Me ofereceram algo que não foi suficiente para o que já vivi, me ofereceram o que eu já conhecia como o pior e nunca fico contente com o pouco se sei que posso ter mais. A minha tolerância já não é a mesma do inicio e isso é fácil de explicar, mas não me cabe fazer isso. Agora respiro fundo para chegar ao final do meu texto e provavelmente lê-lo mais umas 10 vezes no minimo. Não posso prever o futuro, mas não quero mais deixar de sonhar, deixar de agir com o coração e deixar de sentir. Quero ser eu e quero ter ao meu lado pessoas que realmente gostam de mim. É!! Tenho que admitir isso: Tudo valeu a pena e faria tudo novamente porque pesando tudo, eu vivi! Hoje, fazem de mim a indiferença que sou mas nunca quis ser. Apenas me fiz espelho e consigo refletir tudo. Me fiz tristeza para apenas um olhar dentre todos os que vejo. A criança que sou e que um dia pensei em não ser mais voltou com toda a força possível, porque crianças se dão bem. Só quero deitar na rede e esperar que alguém a balance, para que possa sentir o conforto de um carinho legitimo, quero oferecer meu carinho e esperar que seja recebido com vontade legitima. Quero um amor e nunca deixarei de amar. O coração é mais do que eu pensei. Ufa!! Cansei de pensar, fico por aqui.

"Amar significa sofrer, não amar significa morrer."


O Lapso

A calma que antecede a tormenta

21 de março de 2009

Que graça teria se todos nos fossemos iguais? Cada pessoa possui uma característica peculiar, seja no seu modo de ser, agir ou pensar. É essa diferença que faz cada um de nos ser especial, que faz com que eu respeite o próximo e que eu tente entender outros pontos de vista que não apenas o meu, que faz com que minha tolerância se estenda além da minha vontade para com os conceitos e princípios alheios que se diferem do meu e mais, tolerância que se estende, também, para os defeitos mais diversos. É admitir a existência do bem e do mal, e aprender a conviver com isso. Para tudo existe um limite, o que não significa que não é possível ultrapassá-lo, e como não poderia ser diferente, para toda paciência, tolerância e conivência existe uma razão de existir, como também uma razão de existir um limite. Limite que se aproxima da descrença, da decepção e porque não da raiva. Talvez um caminho sem volta para aqueles indiferentes. O perigo de ser indiferente é exatamente este, não poder voltar a ser diferente, porque pode já ter ultrapassado o limite. A pergunta que deve ser feita é: Até onde vai o nosso limite? Particularmente o meu vai além do que eu pensava, mas ainda assim tem um ponto final, porque é minha vontade que define e o quanto posso conviver com o diferente tão indiferente do meu ser, agir e pensar. Não posso criar um mundo ou uma realidade paralela para enganar ninguém, até porque para isso eu teria que me enganar primeiro. Não posso acreditar apenas nas minhas palavras e esquecer que as palavras dos outros também tem valor. Dou valor a tudo que merece, a tudo que se faz valor, valor provado e não inventado ou apenas pensado ou planejado. Por isso que sinto um cheiro suave em minhas mãos e vejo sangue morto em outras mãos. É isso que me faz ficar tranqüilo em certo lapso, e não apenas algo inventado e dosado. Essas doses (seja do que for) eu deixo para aqueles que acreditam que a sua verdade é verdade para tudo e todos.

Gostaria de ser mimado pelo ar de uma brisa e ter sempre tudo a minha disposição. Ahhh! Que sonho! Sem responsabilidades, deveres ou qualquer coisa parecida. Sem planos. Que irônico falar em planos, me faz pensar na transparência que a vontade cria e estraga qualquer desculpa. Eu quero voltar a ser criança. Ser ingenuo, extremo e intenso ao mesmo tempo.

O Lapso

O Tempo

7 de janeiro de 2009

É comum quando estamos sozinhos pararmos para pensar no que estamos vivendo, no caminho que estamos seguindo e as decisões que somos forçados a tomar. É engraçada a forma como isso acontece, deixamos os pensamentos correrem na nossa frente e muitos deles acabam tropeçando e ficando pelo caminho, outros acabam simplesmente sendo esquecidos e apenas alguns são realmente levados em consideração e a eles é dada a devida importância, perdurando, assim, em nossa imaginação. Notável um elemento presente em todos esses momentos, em todos esses lapsos: O Tempo. Para alguns o melhor amigo e para outros o inimigo mais cruel. Para mim, apenas o desconhecido, irmão do Futuro. Não há como prever e nem como escapar dele. Alguns dizem que o tempo cura tudo, que o tempo é a solução de todos os problemas. Definitivamente o tempo não cura nada e nunca foi solução! Cria apenas a ilusão do completo esquecimento. Ilusão anestésica, diga-se de passagem, serve apenas como paliativo. Tolos são aqueles que pensam e acreditam que o tempo é seu aliado. Ele não tem lado, não tem preferência, é imprevisível. Então o que realmente vale? O que efetivamente gera efeito diante disso tudo? O que devemos buscar para solucionar nossos medos, aflições, dores, limites, enfim, nossos problemas? Antes de qualquer coisa: Vontade. Não um simples querer, não uma simples farsa escancarada que alguns realmente acham que podem chamar de vontade. Apenas a mais límpida vontade, aquela que transcende a qualquer problema. É dessa forma que a vida deve ser vivida. Cheia de vontades, de desejos, de sonhos, de objetivos, que devemos incorporar como se fosse um traje, que devemos tomar conta. São essas vontades que acabam, como foi dito, perdurando em nossa imaginação, que acabam servindo de base. Sem base não podemos pular para o novo, porque nunca teremos força para isso. O novo, apesar de novo, é esperança do melhor.


O Lapso


(Para iniciar o ano 200inove!)

26 de dezembro de 2008

Fica sempre um pouco de perfume nas mãos que oferecem rosas e vida perdida nas mãos que oferecem apenas espinhos. Escolho não perder a vida!

A LUZ DA DECISÃO

7 de outubro de 2008

Doce sonho. A construção de uma realidade pautada no meu querer,
Leviana utopia, caricatura de um desejo irrealizável.
Tentei fugir, tentei me esconder.
Desejei: jamais me inebriarei novamente.

As peças, outrora erigidas, desmoronaram.
O fino toque do vento macerou certeza tão ardente,
Tentei negar, mas sua autenticidade me despertou,
A leveza de uma pluma, a doçura do néctar. Como pedras intransponíveis, tu agistes.

A certeza se consolidou. Dia de Graças.
Fitei os meus olhos. Os seus fustigaram a minha existência,
Arrebataram um coração aviltado, despindo-o de toda vã certeza!

Será que a realidade, agora descortinada, sobrepujou o dantes imaginado?
Terá me demonstrado, a verdade dos fatos, que a nossa história não pode se dobrar a um sonho injustificado?
Decerto que sim!

O sentimento aflorou!
A cada minuto, a cada segundo interminável, sua presença insiste em minha mente,
Meu orgulho se dobrou: mácula da minha existência.
A negativa, do concebível, fustigou anseio deveras peculiar.
A retidão em nada valeu: Aviltamos o trono da certeza, a Máxima Suprema reinou.

Protrai-se em medo, o doce desejo de contigo voar.
A Máxima transformou-se em dor, em dúvidas,
Perco-me, quando questiono, em diálogo de face tão superficial:
Fomos conduzidos a uma convergência de pensamentos?
Habitará, certeza tão contundente, em essência tão real?

A incerteza me consola, o egoísmo me faz abjeto!
Creio na decisão, a brisa de um novo dia, a espera sob sol escaldante:
A Realeza do sentimento mais profundo.


Rodrigo Guedes


Obs.: Faz um bom tempo que não produzo algo do gênero. A “inspiração” voltou. huahau

Expressando a raiva...

26 de julho de 2008

talvez a vida exija muito de nos
talvez o muito seja pouco e o pouco seja muito
Entao tudo parece o mais perfeito possivel
o perfeito tem seu peso, por isso prefiro o simples.

O Lapso

Feliz Dia do Amigo, ou seja, Feliz TODO DIA!

25 de julho de 2008

Quero falar aos amigos...
Uns ganhei há tempos.
Outros são mais recentes.
E quem os deu não ficou sem eles,
pois amizade pode ser sempre dividida
sem nunca diminuir ou enfraquecer

Pelo contrário, quanto mais dividida mais aumenta.
E há mais vantagens na amizade:
é uma das poucas coisas que não custam nada
mas valem muito, embora não sejam vendáveis!

Entretanto,
é preciso que se cuide um pouco das amizades.
As mais recentes, por exemplo, precisam de alguns cuidados.
Poucos é verdade, mas indispensáveis.

É preciso mantê-los com um certo calor, cuidar, falar com eles.
Com o tempo eles crescem, ficam fortes e suportam alguns trancos.
Os mais antigos, já sólidos, não exigem muito não!

São como as mudas de plantas que,
depois de enraizadas, parecem viver sem cuidados,
porém não podem jamais ser esquecidas.
Algo é preciso para mantê-las vivas.

Prezo suas amizades e reservo sempre
um canto no meu peito para elas.
E sempre que surgir ocasião,
não perco a oportunidade de dar um amigo a um amigo,
da mesma forma que eu ganhei.

E não adiantam as despedidas.
De um amigo ninguém se livra fácil.
Amizade, além de contagiosa, é incurável...

- - Autor desconhecido - -

Bom..... para que servem as datas? Servem para dar um freio as rotinas, como marcos ou tótens, servem para refrescar nossa memória e aguçar nossa visão. Afinal, existe muito sentimento além da rotina, mas na expectativa de que somos eternos (e o amanhã sempre estará ai) perdemos a capaciade de lembrar e ver as pessoas que nos cercam e nos fazem ser quem somos (mãe, pai, avó, amigos....namorada(o))

Obs.: Em breve uma publicação minha, aguardem!

Cotidiano

8 de julho de 2008

Tudo começa na noite que antecede o amanhecer, no minuto final em que a consciência ainda faz a sua parte mesmo depois "daquele" dia. O ultimo lapso de pensamento que inevitavelmente nós leva ao dia seguinte. Ao acordar, a sensação de um novo começo das velhas surpresas, de novas vitórias e de conhecidos problemas. É assim que começa nosso cotidiano. Isso tudo é só para dizer que não somos tão diferentes uns dos outros. Vivemos a vida do jeito que vida vive a gente. Por mais que tracemos um jeito de levar as coisas nem tudo fica sempre no trilho, sempre há um deslize, sempre há um caminho diverso daquele pensado que dará no mesmo lugar, ou não. É no meio disso tudo que tento me apoiar naqueles em que também tento confiar, porque confiança se conquista aos poucos e se perde num piscar de olhos. Quanto mais confiança, mais expectativa se cria e mais difícil fica para mantê-la. O fato é que não basta apenas querer, além disso é necessário poder e principalmente fazer com que essa confiança adquirida não escape. Esse é o segredo da coisa! Acredito que todos nós cometemos falhas. Temos falhas sim! É essencial, porém, saber dar valor a tudo que foi construído e não deixar apenas as coisas irem acontecendo, já que temos o poder de influenciar, como dito outrora, somos obrigados a jogar. É certo que cada um tem seu ponto de vista, cada um tem sua verdade, sua história, seus princípios e até sua educação, mas todos querem julgar, é inevitável. O medo de ser julgado e condenado antes de se defender faz com que tenhamos a preocupação em atender as expectativas dos outros, e não somente isso, nós faz entender que reconhecer o nosso próprio erro, ao invés de ficar apontando o erro dos outros, é o primeiro passo para uma convivência harmoniosa e mais. Como já dizia um velho ditado: "Não faça aos outros aquilo que você não gostaria que fizessem com você".


Cotidiano Pessoal
Sublime é ter pessoas que se preocupam com você e melhor ainda é ter a certeza disso. É com essas pessoas que eu, por exemplo, também me preocupo e mais (muito mais). São aquelas pessoas que estão presente no meu cotidiano e que fazem dele uma não-rotina. São aquelas pessoas que, apesar de distantes, são tão importantes quanto aquelas que estão perto. São aquelas pessoas que já passaram pela minha vida, e por algum motivo qualquer, já não fazem mais parte dela, porém, deixaram sua marca, sua contribuição, sua história, gravada em minha alma. São aquelas pessoas que tomam conta de mim sem que eu saiba e aquelas que eu tomo conta sem que elas saibam. São aquelas pessoas que ainda estão por vir. Todas essas pessoas são simplesmente chamadas de amigos. Apesar de amigos, não são perfeitos (más para mim são!). É por isso que não tenho medo e nem vergonha de pedir perdão quando erro e o outro lado amigo, se realmente for, deve compreender. Para todos, e até os que já foram e virão, sou eternamente grato.

O Lapso


Não gosto de citar nomes, na verdade odeio, contudo dessa vez eu não tenho escolha porque apesar de existir barreiras e mais barreiras, alguns conseguem chegar bem perto do eu, então, gostaria de deixar um agradecimento especial primeiramente a todas as pessoas que fazem parte desse blog: Ioh, Ricardo, Rodrigo e Daniel. A minha galera da facul (quem é sabe!). A minha galera que me acompanha nas noites, nas risadas e outros momentos.(é, tem gente que ganhou mais de um agradecimento, merecidos por sinal). Já chega né? =D~

Amado - Vanessa da Mata

30 de junho de 2008

Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu
Fico desejando nós gastando o mar
Pôr do sol, postal, mais ninguém

Peço tanto a Deus
Para esquecer
Mas só de pedir me lembro
Minha linda flor
Meu jasmim será
Meus melhores beijos serão seus

Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais

É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer

Sinto absoluto o dom de existir, não há solidão, nem pena
Nessa doação, milagres do amor
Sinto uma extensão divina

É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Quero dançar com você
Dançar com você
Quero dançar com você
Dançar com você

31/05/2008

31 de maio de 2008

“Para cada sorriso há um choro. É assim que as coisas são.
Os vitoriosos existem, e não é isso que nego ou deslegitimo.
Para que haja o topo da lista: o melhor,
É preciso haver os outros: o segundo, o último, o desclassificado.
Não há – e nunca há – vaga para todos.
É assim que as coisas são.
Cada bela história traz em si o peso – o enorme peso – de ser injusta.
Não há quem mereça mais.
Todos somos duros e sabemos sê-lo quando amamos.
Sem essa magia não haveria – é verdade! – grandes dores.
Tão mais é verdade que tudo seria pouco, vazio.
Não é isso que se deseja, ainda que muito se ‘blasfeme’.
Sabemos dos riscos e nos atiramos.
É a dificuldade, o medo, as dores e a impossibilidade que molda o prazer e o desejo.
Todas as máculas nunca serão vistas.
Serão, sempre, apenas feridas doídas em outrem.
No círculo da vida, passamos, diversas vezes, pelos dois lados.
E, definitivamente, é assim que as coisas são:
Dias de Derrota, dias de Vitória!”

In Vino Veritas

21 de maio de 2008

(Versão com sugestões de Bruno)

In vino, falemos apenas bobagens
Quando deixamos ao gênio etílico
Nascido da uva, que alimenta miragens...

Tolices a cada sorvo, falamos
Regurgitando pimenta enquanto tragamos
Falo do que realmente penso e creio
E as falsidades, então, clareio!

Não é vantagem o resistir, o não-ceder
Pois em que pese à dura vida, ao esquecer!
Ahh!! Os bêbados amam a sinceridade!

Mas, se não sou aquilo atrás da máscara
Sou o que vêem, como posso falar a verdade?
Por Dionísio! In vino veritas veladas!


(Daniel Silva)


(P.S.: Peço desculpas ao caro colega por não conter a vontade de postar tal obra de arte. Desde já fique a vontade para fazer o que quiser!)

Prazer.

Saudades. Estive saudosa. Estou.
Inúmeras folhas, linhas, palavras, letras. A tinta nada dizia, surpreendentemente.
Era tudo vazio de significados. E ainda o é.
Ânsia. Desejos.
Tudo em mim era a vontade de criar. E ainda o é.
Criar um desabafo. Um som breve e um silêncio longo.
Fazer... Refazer o que me move, o que sempre me moveu.
Sair do incômodo estágio estático.
Inspirações.
Nostalgia. Falta. Fotos. Leituras.
Um dia incomum.
Uma viagem acompanhada.
Novos caminhos.
Novos velhos guerreiros.
Novas frágeis amizades.
Novos filósofos: “eu não preciso de muito dinheiro, graças a Deus”.
Nova fase.
Medo. Saudades. Desejos.
O antigo me conforta na infelicidade de conhecer minha dor.
Dores novas. Pavor e asco.
Onde estou?
No meio de tanta organização, me perdi.
Perdi o rumo e desejo o passado.
Um passado remoto.
O antecessor do passado presente.
A primeira infância. A relevante.

Enfim, prazer.
Ioh.

Proposta

Como estudantes de Direito - e/ou críticos da nossa realidade normativa (adotando o sentido lato, mesmo), proponho que elenquemos, alguns pontos positivos e negativos do Positivismo Jurídico. Pode-se, inclusive, utilizar o desenvolvimento científico de alguns nomes, a exemplo de Bobbio, para embasarmos nossas preleções.

Abraços

Analisando o "Contraditório"

Não há dúvidas concernentes à importância, diga-se precípua, da Constituição Federal, em todas as matérias que envolvam o Estado Federal brasileiro. A supremacia desta indica o teor primordial e, muitas vezes, sublime que tal quadro legal possui. A elevação descomedida, da Carta Magna, perante todo o resto do Ordenamento Jurídico fulmina, categoricamente, todo e qualquer dispositivo legal, que ouse negar o que fora estabelecido no texto Constitucional. Neste sentido, brilhantes são as palavras do professor Celso Bastos: “Qualquer ato jurídico de natureza infraconstitucional padecerá do supremo vício de ilegalidade, o qual, no caso, em razão de ser praticado contra a Lei Maior, denomina-se inconstitucionalidade”.
Reforça-se, ainda mais, o poderio da Constituição Federal, e a sua categorização como a “lei das leis”, quando se vislumbra a imponência - da inexcedível beleza - de vários incisos, formadores de dezenas de artigos da mesma. A importância que se dá à pessoa humana e a ratificação da incontestável valoração destinada, cotidianamente, ao trabalho honesto configuram-se como exemplos notórios do quão exponencial é a base cidadã da Constituição de 1988.
Creio não haver dúvidas, tangentes à posição da Carta Magna perante todo o direito positivado brasileiro. Cumpre sinalizar, todavia, que o precípuo escopo deste discurso não é um aprofundamento acerca da supremacia constitucional, tampouco um mergulho profundo nos meandros do controle de constitucionalidade, mas o desenvolvimento de uma peça -horizontalmente inteligível - que examinará a real aplicação de alguns dos Direitos Fundamentais – expostos e assegurados pela mais importante Lei da República Federativa do Brasil.
A beleza de vários dispositivos constitucionais é irrefragável. Contudo, dúvidas surgem acerca da sua concretização numa dimensão tangível. Em um plano fático, o dogmatismo da Carta Magna está realmente sendo obedecido? Todos os direitos assegurados na Declaração dos Direitos Humanos e reiterados na nossa Carta Política são exercitados em essência? Os questionamentos fustigam o intelecto de muitos, neste ínterim, torna-se forçoso que adentremos, desde já, no cerne deste trabalho.
Visando uma análise mais minuciosa, faz-se necessário a presença da redação do art. 6º(que inicia os Direitos Sociais, na Constituição Federal): “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição." (Grifo Nosso).
A educação possui uma peculiar importância – não apenas no que concerne os índices de desenvolvimento social, mas também - e principalmente - como um elemento primordial de sublevar tentativas de sobrepujar a dignidade humana. Irretocáveis são as palavras do, sempre bem lembrado, educador Paulo Freire: “Descobri que o analfabetismo era uma castração dos homens e das mulheres, uma proibição que a sociedade organizada impunha às classes populares”.
Não sendo omisso em relação à magnificência da educação, o texto constitucional reconhece a sua importância e preza pela sua concretização. Contudo, a realidade é mais perversa do que se ousa imaginar. A educação de qualidade tornou-se um produto de troca, consumido apenas por uma pequena parcela da sociedade, que pode custear os altos preços impostos pelas instituições particulares de ensino.
Percebe-se como, paulatinamente, o sucateamento da educação pública foi fortalecendo a massa de analfabetos – situação cômoda para alguns políticos, facínoras da dignidade humana, mantenedores dos currais eleitorais, bases de votos em pleitos quadrienais. Dados oficiais revelam o drama social quando anunciam números gritantes acerca do desenvolvimento educacional no Brasil. Segundo o IBGE, no ano de 2005, a taxa de analfabetismo - entre pessoas com idade igual ou superior a 15 anos, era de: 21,9%(na região Nordeste), 11,5%(no Norte) e 8,9%(no Centro Oeste). Cumpre notar que não foram incluídos, nestes dados, os denominados analfabetos funcionais.
A desigualdade social brasileira já atingiu um patamar intolerável. O que se descortina para a população é o descaso macerante das autoridades governamentais, no que tange a resolução de uma série de problemáticas. Assim como no âmbito da educação, na saúde, não se ver a efetivação de medidas que visem o melhoramento da vida dos mais necessitados.
A realidade da saúde, em terras brasileiras, não é das mais confortáveis. A degradação dos serviços públicos, de saúde, favoreceu o aparecimento maciço de entidades privadas, que prestam assistência, desta natureza, reclamando como contraprestação preços exorbitantes – inacessíveis à maioria da população. A insatisfação popular é notória, reclamações diárias na imprensa sinalizam a inoperância, ineficácia e as carências da prestação pública cuja, em essência, deveria atender perfeitamente aos anseios sociais, já que notável parcela do orçamento federal é destinada aos serviços públicos de saúde.
Saindo do plano basicamente teórico (os discursos políticos infestados de sofismas, já insuportáveis), o que se tem, efetivamente, são hospitais públicos apedrejados pelo julgo da inoperância e da corrupção. Remédios, exorbitantemente, caros – inacessíveis ao povo (que quando empregados, recebem um salário ínfimo que impossibilita o consumo destes) e tratamentos especiais que, muitas vezes, só são realizados em entidades privadas erigidas, muitas vezes, sobre o pilar da lucratividade. Efetivamente, visualizam-se enérgicas contradições entre o legal e o real.
Outro direito garantido, a toda população, pela Constituição Federal, é o da segurança, ou seja, o pleno exercício do direito de ir vir, a execução de todas as atividades - inerentes às necessidades humanas - com a certeza de que, ao fim delas, nenhum mal, involuntário a vontade do sujeito, terá sido computado sobre este ou sobre o seu patrimônio.
A questão da segurança pública, atualmente, deve ser um dos mais emblemáticos temas em pauta nas conversações dos brasileiros. A sociedade está perplexa com a violência que assola o país. Paulatinamente, o medo está invadindo a essência da população e incutindo nesta a necessidade do isolamento e do individualismo (o temor que se cultiva tende a conduzir, de forma gradativa, o ser humano a um estado de receio constante a tudo aquilo que extrapola o seu âmbito de atuação).
Conceber uma realidade em que as pessoas evitam sair de casa, contratam segurança particular, encarceram-se em residências – solidamente - trancafiadas e desconfiam, consoante o dito popular, até de suas sombras, é contradizer veementemente o texto constitucional de 1988 (base sólida: além de destinar um apreço irretocável ao bem estar social, liga sua essência aos mais elevados conceitos).
Cumpre salientar que a violência possui bases várias, estendem-se dos distúrbios psicológicos até desentendimentos, gerados por motivos diversos. Não obstante a tal, salienta-se o fator desigualdade social (calamidade dentro de qualquer agrupamento social. Negação dos Direitos Humanos. Paradoxo estatal que vilipendia, de forma categórica, a integridade de qualquer indivíduo), que contribui, de forma substancia, com o cultivo da violência.
Irrefutavelmente, os Direitos Sociais – elencados no texto constitucional - possuem primordial importância não apenas para o desenvolvimento sócio-político do Brasil, mas, precipuamente, para asseverar e abonar a inteireza do ser humano, enquanto ser dotado de uma essência que, acima de tudo, tem de ser respeitada e conservada. Continuar a conservá-los em um âmbito, meramente, formal é concordar com a torpeza da desigualdade.
O Brasil é um país riquíssimo, no que concerne o povo, o território, a natureza e uma série de outros elementos. Em contrapartida, visualiza-se um terrível apartheid social, que segrega, exclui e despreza uma boa parcela da população. Aceitar esta realidade é compactuar com todos os males que afligem ao Estado, é anuir com a displicência (muitas vezes, descaso) dos políticos, no que concerne a observância e a real aplicação dos preceitos descritos na Carta Magna, além de sobrepujar a dignidade de milhões de seres humanos - agredidos cotidianamente por um sistema que castra ferozmente seus direitos mais básicos.

A Salvação

3 de maio de 2008

Anjos existem
Sem asas ou auréolas
Intentam o bem
Nem sempre conseguem
Perfeitos não são

Do fundo sórdido
Tentar é inútil
Achar algo bom

Infeliz do anjo
Que tentou em vão
Sabia este da sua ilusão

(O lapso)